Aetate nostra

Alea jacta est

quinta-feira, agosto 02, 2007

Europa em Chamas


Portugal no presente ano, até esta a servir de exemplo, comparado a anos anteriores, (mas é claro que ainda nem chegamos a meio do verão, e as temperas continuam em alta) em relação aos fogos florestais.

A Europa por sua vez, segundo a comissão europeia enfrenta dias negros, onde no último mês estão entre os piores já registrados na região.

Desde Janeiro à presente data, o fogo já se fez sentir em idêntica área atingida em todo o ano de 2006. O clímax deu-se no mês de Julho, um dos piores de sempre, registrando há mais de cerca de 20 anos da existência da operação do European Forest Fire Information System, órgão da Comissão Europeia que monitora incêndios florestais.

Contudo, e como tudo o que não é bom acontece por cá, a Comissão Europeia já alertou para o risco de novos incêndios nos próximos dias, especialmente em Portugal e na Espanha, onde as temperaturas estão subindo rapidamente.

A União Européia está a estudar propostas para criar uma força permanente que possa reagir rapidamente aos incêndios no continente.

Segundo o correspondente da BBC em Bruxelas Dominic Hughes, a cooperação europeia para combater os fogos é cada vez mais urgente devido às mudanças climáticas.

Como prevenir é melhor que remediar, penso que nunca é demais lembrar que todo o cuidado é pouco... as restantes recomendações já todos nós as sabemos de cor...

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terça-feira, julho 31, 2007

Imigração ilegal


Por todo o mundo vivesse o drama da imigração ilegal, nós por cá, não somos excepção à regra, mas pelo menos podemos dizer que somos brandos a lidar com a situação.

Um caso que tem vindo a apaixonar os jornais é o da menina equatoriana de 11 anos que teve sua extradição decretada na Bélgica. O tribunal belga decidiu que a "pequena" poderá ficar temporariamente no país.

A decisão do tribunal foi resultado de uma acção da advogada da família, Selma Benkhelifa, que afirma que a mãe da menina, Ana Elizabeth, foi agredida durante a transferência do centro de detenção para o aeroporto. Agressão esta que veio a ser confirmada por um médico levado pelo cônsul do Equador. A esse assunto ainda não se pronunciou o governo belga. Deve estar a estudar uma forma simpática de fazê-lo.

A ordem de deportação da menina ainda se encontra em vigor, mas ela e a mãe poderão permanecer no país enquanto o caso da agressão é investigado, assim manda a lei.

A decisão do governo belga de deportar a menina equatoriana de 11 anos, ilegal no país há quatro, e sua mãe comoveu a opinião pública e colocou em debate uma política imigratória que muitos classificam de "cruel e desumana".

Tudo começou no dia 30 de Junho, quando as duas, mãe e filha, esperavam o autocarro, quando foram vistas por um cidadão que suspeitou da presença de "duas ciganas com aparência de ladras" na sua rua e chamou a polícia.

Desde então, deu-se uma verdadeira explusão de protestos de deputados, advogados e organizações de direitos humanos e defesa de imigrantes, que acusam o governo de violar a Convenção Internacional de Direitos das Crianças, que proíbe a detenção de menores de idade.

Segundo a Coordenação e Iniciativa para Refugiados e Estrangeiros, só em 2006 foram registrados 627 casos de menores detidos nos centros para imigrantes ilegais da Bélgica, entre eles crianças de colo.

O delegado belga para direito das crianças, Claude Lelièvre, classificou a situação de "escandalosa". "Está em total contradição com o mínimo de humanidade que qualquer pessoa possa ter", afirmou.

Num só mês, o caso de Angélica, motivou quatro manifestações populares em Bruxelas e levou os 63 imigrantes detidos no mesmo centro a uma greve de fome de três dias.

A imprensa belga em revolta (e claro está é mais uma forma de fazer vender jornais: Polémica!) compara a denúncia que levou à detenção de Angélica e sua mãe à colaboração comprovada de muitos belgas com a Gestapo, a polícia secreta alemã, na época do nazismo.

"Aqui também um 'bom cidadão' achou útil questionar a polícia sobre a presença na sua rua de duas 'ciganas', suspeitas por ter reputação de 'ladras'. Uma administração que legitima a aplicação da lei por denúncias racistas se desqualifica e não inspira mais do que uma vivida inquietude", afirmou neste domingo um editorial do diário Le Soir.

Os jornalistas também recordam o caso da jovem nigeriana Semira Adamu, que em 1998 morreu asfixiada dentro do avião que deveria levá-la de volta a seu país quando autoridades belgas pressionaram um travesseiro sobre sua cara para tentar conter os gritos de protesto.

Segundo a legislação belga, um deportado não pode ser embarcado a força (o grande combate entre o texto da lei e a aplicação da mesma...).

Como Angélica já garantiu que não entrará no avião, sua família teme que os oficiais de imigração utilizem, também com ela, algum método para garantir o embarque.

"Nesta manhã, os advogados tiveram acesso ao centro de detenção e nos disseram que mãe e filha foram separadas e drogadas (com calmantes)", Gerardo Cornejo, porta-voz da União dos Sem-Papéis da Bélgica. "Estamos pedindo exames médicos que comprovem que isso não aconteceu."

O Ministério do Interior belga não se manifestou sobre a acusação e limita-se a afirmar que a lei deve ser cumprida.

A mãe, Ana Elisabeth, esperava legalizar sua situação nos próximos três meses, casando-se com seu actual companheiro, de cidadania belga. Só faltava concluir o divórcio com o pai de Angélica, que também vive ilegalmente na Bélgica.

Eis um caso desumano e que tem vindo a acordar a população mundial para pequenos deslizes de abuso das autoridades. Contudo este é apenas um grão de areia num imenso deserto que abarca a imigração ilegal pelo mundo fora. Ilegal ou não, são seres humanos de que se fala

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